Dica de som bom: Keith Jarret
Eu sempre achei que existe um momento em que, durante o tocar uma música, estamos tão fundo no mergulho que damos que temos a sensação de não sentir mais o tempo. Quando estou ali, não há tempo; não há próximo compasso e não se passou nenhum. Só há o agora!
Eu sei, tá muito doido isso… mas é uma sensação! E é forte! É como se tocassemos o eterno, o divino!…
O tema principal de “Prism” – do disco “Changes”, do pianista Keith Jarrett – nem aparece no vídeo! O trecho em questão começa logo após o final do solo do baixista Gary Peacock; a música pede um novo rumo e eles obedecem.
Um êxtase sincero, verdadeiro, honesto. Uma amostra do que é “tocar o eterno” com a arte.
March 9th, 2010 at 13:24
Caro Duda,
assim você me mata. (rs).
Primeiro Mahler, agora “isso”…
Que deleite!
“Quando estou ali, não há tempo; não há próximo compasso e não se passou nenhum. Só há o agora!”
: SÓ HÁ SER! Só se É! E isso basta, infinitamente! Sem tempo, sem espaço. Só Verbo (no infinitivo, sem conjugação!).
Obrigada pela sugestão – valiosíssima!
Bjo,
e paz.
Talita