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	<title>Duda Suliano</title>
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	<description>música,  arte,  produção</description>
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		<title>Nadando pra onde?</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Jul 2010 14:17:29 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Martin Bubber, no final de &#8220;Eclipse de Deus&#8221; me surpreende dizendo &#8220;&#8230;Depois de muito tentarmos nadar contra a correnteza, não seria a hora de buscarmos uma nova fonte que nos levasse para onde realmente queremos ir?&#8221;. De fato, admito que, por muito tempo fiz questão de salientar pra todos e pra mim mesmo que eu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Martin Bubber, no final de &#8220;Eclipse de Deus&#8221; me surpreende dizendo &#8220;&#8230;Depois de muito tentarmos nadar contra a correnteza, não seria a hora de buscarmos uma nova fonte que nos levasse para onde realmente queremos ir?&#8221;. De fato, admito que, por muito tempo fiz questão de salientar pra todos e pra mim mesmo que eu nadava contra a correnteza! Seja pela escolha profissional ou pelos valores que carrego comigo, vivia como se estivesse lutando contra um gigante e &#8211; heroicamente &#8211; permanecia ainda de pé.</p>
<p>Mas, de uma certa forma, nadar contra a correnteza é um pouco viver <em>da negação do que discordamos</em>. Não é, efetivamente, fundamentar sua decisão e seu caminho. Contra a correnteza estão os que dogmaticamente condenam os &#8220;perdidos e pervertidos&#8221;; contra a correnteza estão aqueles que fundamentam sua vida em lições de moral e regras de conduta. Escolheram passar a vida condenando, censurando, apontando&#8230; Vivem na mesma correnteza, apenas no sentido inverso&#8230;</p>
<p>Na verdade, nascemos nessa correnteza; e nadar contra ela só me levaria de novo pro começo. Não dá pra começar mais por ali!&#8230;</p>
<p>Buscar uma nova correnteza é ter uma compreensão fundamentada de seus próprios valores &#8211; até mesmo os adquiridos na Igreja &#8211; e a noção clara de que a vida que vivemos não é um &#8220;ato de revolta contra o sistema&#8221;, mas a forma mais honesta e original de vivermos aquilo que chamamos Verdade.</p>
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		<title>Novo cd surgindo: Bruno Camurati</title>
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		<pubDate>Thu, 27 May 2010 14:24:20 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Um novo cd saindo do forno para o mundo: &#8220;Sobre os Dias&#8221;. Bruno Camurati gerou um álbum revelador, sincero e objetivo. Os temas que aborda &#8211; exclusão social, busca de sentido na caminhada, vontade de mudança -  são muito bem tratados (e &#8220;amaciados&#8221;) pela refinada poesia do autor/ intérprete. Belíssimas músicas, grandes interpretações. Um grande [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um novo cd saindo do forno para o mundo: &#8220;Sobre os Dias&#8221;. Bruno Camurati gerou um álbum revelador, sincero e objetivo. Os temas que aborda &#8211; exclusão social, busca de sentido na caminhada, vontade de mudança -  são muito bem tratados (e &#8220;amaciados&#8221;) pela refinada poesia do autor/ intérprete.</p>
<p>Belíssimas músicas, grandes interpretações. Um grande cd de um grande amigo.</p>
<p>Parabéns Bruno!</p>
<p>&#8230;Aguardem!</p>
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		<title>Dica de som bom: Keith Jarret</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Mar 2010 04:04:28 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Eu sempre achei que existe um momento em que, durante o tocar uma música, estamos tão fundo no mergulho que damos que temos a sensação de não sentir mais o tempo. Quando estou ali, não há tempo; não há próximo compasso e não se passou nenhum. Só há o agora! Eu sei, tá muito doido [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu sempre achei que existe um momento em que, durante o tocar uma música, estamos tão fundo no mergulho que damos que temos a sensação de não sentir mais o tempo. Quando estou ali, não há tempo; não há próximo compasso e não se passou nenhum. Só há o agora!</p>
<p>Eu sei, tá muito doido isso&#8230; mas é uma sensação! E é forte! É como se tocassemos o eterno, o divino!&#8230;</p>
<p>O tema principal de “Prism” &#8211; do disco “Changes”, do pianista Keith Jarrett &#8211; nem aparece no vídeo! O trecho em questão começa logo após o final do solo do baixista Gary Peacock; a música pede um novo rumo e eles obedecem.</p>
<p>Um êxtase sincero, verdadeiro, honesto. Uma amostra do que é &#8220;tocar o eterno&#8221; com a arte.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="350" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/sx5gjOdh3Po&amp;feature" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="350" src="http://www.youtube.com/v/sx5gjOdh3Po&amp;feature"></embed></object></p>
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		<title>Dica de som bom: Gustav Mahler</title>
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		<pubDate>Tue, 23 Feb 2010 04:41:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>duda</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Faz tempo que não passo pelos meus cds de música clássica. Engraçado como a música instrumental &#8211; e, com mais propriedade, a orquestral &#8211; faz emergir nossa humanidade. Notas simpatizam com os pontos mais latentes em nós: medo, esperança, solidão, paixão&#8230; Não é uma questão de ser melancólico ou coisa parecida, mas o que ouvimos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Faz tempo que não passo pelos meus cds de música clássica. Engraçado como a música instrumental &#8211; e, com mais propriedade, a orquestral &#8211; faz emergir nossa humanidade. Notas simpatizam com os pontos mais latentes em nós: medo, esperança, solidão, paixão&#8230; Não é uma questão de ser melancólico ou coisa parecida, mas o que ouvimos cotidianamente nas rádios (claro, há excessões&#8230;) é sempre algo que nos remete a uma euforia, a um espírito do &#8220;vamos em frente!&#8221;.</p>
<p>E é pra ir em frente mesmo! Mas uma pausa é sempre recompensadora&#8230;</p>
<p>A introspecção que nos remete Mahler no mov. IV (Adagietto) de sua Quinta Sinfonia, nada tem de &#8220;difícil&#8221; (como alguns se referem à música erudita). Mas também nada tem de banal! É simples e profunda, grandiosa e pontual; própria pra qualquer pessoa que ama, sofre, ri e tem esperança.</p>
<p>Ninguém merece ser subjulgado e privado de ouvir e vivenciar a boa arte.</p>
<p>Ouça-a e lembre-se: não é pra ser compreendida com o intelecto, mas com o coração.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="350" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/LG5p3DxsXfQ" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="350" src="http://www.youtube.com/v/LG5p3DxsXfQ"></embed></object></p>
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		<title>SulianoLaje &#8211; Uma experiência</title>
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		<pubDate>Sat, 06 Feb 2010 01:12:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>duda</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Entre alguns projetos pessoais que tenho, está um duo de guitarra e bateria com o meu amigo Diego Laje. Este trabalho está em laboratório faz uns 2 anos (claro que 2 anos de muitas pausas&#8230;) e tem me trazido muita satisfação. Utilizo um Loop Station, no qual gravo minha guitarra em tempo real, e fazemos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Entre alguns projetos pessoais que tenho, está um duo de guitarra e bateria com o meu amigo Diego Laje. Este trabalho está em laboratório faz uns 2 anos (claro que 2 anos de muitas pausas&#8230;) e tem me trazido muita satisfação. Utilizo um Loop Station, no qual gravo minha guitarra em tempo real, e fazemos o tema a partir dalí. O LS não é uma obrigação, portanto, o desafio está aí: termos um resultado que não cause uma sensação de que o ouvinte está diante de algo incompleto.</p>
<p>Bem, o som que está lá no meu <a href="http://www.myspace.com/dudasuliano">MySpace</a> é uma gravação &#8220;ao vivo&#8221; de uma releitura que fizemos de &#8220;A Forest&#8221;, do The Cure. Esteticamente o trabalho vai caminhar naquela praia ali&#8230;</p>
<p>Vou dando notícia&#8230; Se puder, dê uma comentada&#8230;</p>
<p>Abraço!</p>
<p><span id="more-115"></span></p>
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		<title>Dica de bom som: Black Dub</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Jan 2010 04:31:44 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Um som que tenho ouvido ultimamente é o Black Dub; um pop com um som mais cool, com grooves marcantes e uma maturidade imbatível na execução. Daniel Lanois, o guitarrista e líder do projeto, é um produtor de mão cheia, tendo trabalhado com grandes nomes, como o U2. Brian Blade é um dos bateristas que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um som que tenho ouvido ultimamente é o Black Dub; um pop com um som mais <em>cool</em>, com grooves marcantes e uma maturidade imbatível na execução. Daniel Lanois, o guitarrista e líder do projeto, é um produtor de mão cheia, tendo trabalhado com grandes nomes, como o U2. Brian Blade é um dos bateristas que mais admiro atualmente e a cantora (que eu não conhecia) tem uma voz sensacional.</p>
<p>Vale uma pesquisada e algumas escutadas.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="350" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/haJVl8OmtfU&amp;feature" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="350" src="http://www.youtube.com/v/haJVl8OmtfU&amp;feature"></embed></object></p>
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		<title>Gosto não se discute??</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Nov 2009 03:26:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>duda</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Será que quando não gostamos de algo é simplesmente por uma questão de &#8220;gosto&#8221; ou nos falta alguma coisa pra que passemos a ter interesse pelo que até então afirmávamos não gostar? Vale ressaltar que gostar não é algo simplesmente relacionado com o belo, o &#8220;bonito de se ver&#8221;; gostar é ter interesse, curiosidade mesmo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Será que quando não gostamos de algo é simplesmente por uma questão de &#8220;gosto&#8221; ou nos falta alguma coisa pra que passemos a ter interesse pelo que até então afirmávamos não gostar?</p>
<p>Vale ressaltar que gostar não é algo simplesmente relacionado com o belo, o &#8220;bonito de se ver&#8221;; gostar é ter interesse, curiosidade mesmo que a obra observada nos traga sentimentos que não tenham relação com o &#8220;belo&#8221; (como quando assistimos a um bom filme de suspense&#8230;).</p>
<p>Sempre que nos deparamos com uma arte qualquer (arquitetura, pintura, etc) inicia-se ali uma troca, um jogo entre nós e a obra de arte. Desse jogo nasce nossa impressão sobre a obra. A brincadeira, na verdade, começa na tentativa de entender a regra do jogo. Nesta etapa, tentamos decodificar a linguagem, nos permitimos sentir sentir e nos apropriamos de cada impressão em nossa alma. Não é algo mecânico, calculado. Entender a regra do jogo é um exercício de sensibilidade, um desafio.</p>
<p>O que faz uma obra ser uma grande obra de arte é a capacidade do artista de desenvolver um jogo genial. A linguagem empregada, a técnica, o desenvolvimento estético, tudo entra no jogo e brinca conosco.</p>
<p>Dizer que não gostou é não entender a regra do jogo. Gostar de algo é apreendê-lo e compreendê-lo. A regra para compreender uma maça é saboreá-la; a regra para compreender uma obra de arte é absorvê-la.</p>
<p>Gosto se discute sim! Debata, viva!!</p>
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		<title>Inspiração x Transpiração</title>
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		<pubDate>Fri, 09 Oct 2009 04:20:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>duda</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Costumo ouvir a máxima &#8220;a música é 10% inspiração e 90% transpiração&#8221; com cada vez mais frequência&#8230; Não sei se concordo com isso&#8230; Primeiramente, me soa bastante pejorativo pontuar a transpiração como o componente justificativo para dizer que música é uma profissão, um trabalho. Parece que, para o autor do discurso, um trabalho que não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Costumo ouvir a máxima &#8220;a música é 10% inspiração e 90% transpiração&#8221; com cada vez mais frequência&#8230; Não sei se concordo com isso&#8230;</p>
<p>Primeiramente, me soa bastante pejorativo pontuar a transpiração como o componente justificativo para dizer que música é uma profissão, um trabalho. Parece que, para o autor do discurso, um trabalho que não causasse transpiração seria algo duvidoso.</p>
<p>Em segundo lugar (e eis o ponto que considero importante) é óbvio que a música é &#8211; necessariamente &#8211; inspiração. Precisa ser. Não se faz música com trabalho braçal ou movimentos repetidos, ensaiados. Daí saem os instrumentistas, aqueles que manuseiam bem seus instrumentos; e a técnica realmente exige suor!</p>
<p>Mas música é exatamente o contrário disso! Ela precisa nascer de uma mente livre, de um peito de criança que transpira de tanto brincar! A música é uma linguagem que o coração do artista utiliza pra gritar suas verdades.</p>
<p>E esse processo é difícil; suamos litros e litros pra conseguir achar a nota exata, a pausa correta, a dissoância perfeita pra expressar um sentimento. Mas esse suor é fichinha diante das ondas que nos impulsionam mar adentro dessa inspiração primeira. E essa inspiração primeira, que antecede todas as outras, tem origem na verdade que antecede todas as outras. A busca de um novo que pre-sentimos já conhecer desde sempre: Deus</p>
<p>Afinal de contas, a inspiração quer apenas trazer novos ares aos nosso pulmões. Nos fazendo sentir pulsantes, únicos, vivos.</p>
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		<title>Dica de som bom!</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Sep 2009 11:39:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>duda</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Brad Mehldau é um pianista sensacional! Um jeito contrapontístico de tocar (os improvisos são lindos!) e uma sensibilidade fantástica. A música do vídeo abaixo é uma releitura de um clássico do Radiohead. Vale uma pesquisada e algumas ouvidas!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Brad Mehldau é um pianista sensacional! Um jeito contrapontístico de tocar (os improvisos são lindos!) e uma sensibilidade fantástica. A música do vídeo abaixo é uma releitura de um clássico do Radiohead.</p>
<p>Vale uma pesquisada e algumas ouvidas!</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="350" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/F_4fiMIxO2E&amp;feature" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="350" src="http://www.youtube.com/v/F_4fiMIxO2E&amp;feature"></embed></object></p>
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		<title>Natividade</title>
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		<pubDate>Sun, 13 Sep 2009 00:13:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>duda</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje vi um artista nascendo! Ele estava lá: tímido, sem a noção de já estar nascido, mas completamente seguro e esclarecido sobre seu olhar. Falamos sobre objetivos e, alí mesmo, tive a convicção de que o objetivo é sempre buscar novas possibilidades de gritar a mesma verdade. A ânsia por gritar essa verdade gera novas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje vi um artista nascendo!</p>
<p>Ele estava lá: tímido, sem a noção de já estar nascido, mas completamente seguro e esclarecido sobre seu olhar. Falamos sobre objetivos e, alí mesmo, tive a convicção de que o objetivo é sempre buscar novas possibilidades de gritar a mesma verdade. A ânsia por gritar essa verdade gera novas experiências que, por sua vez, imprimem originalidade em sua obra. Portanto, sendo a experimentação a experiência com o novo, então o que é original precisa nascer do novo &#8211; sempre de novo!</p>
<p>De fato, assim é o homem: sendo ele conservador ou moderno, é sempre alguém diferente daquilo que foi um dia antes. Afinal, envelhecer é ser uma novidade diante do que se foi no passado (que contradição!). Bem, se o homem envelhece definindo-se sempre de novo, então a morte é a eternização do novo!</p>
<p>De forma semelhante, também a arte busca se consumir na nova experiência. Morre a tinta, nasce o quadro; esvai-se o sopro, nasce a nota; destroi-se a pedra, brota a escultura&#8230; E neste processo, consome-se também o artista, que desfaz conceitos, experimenta novas formas, reflete sua vida e, no processo criativo, se reinventa também. Nasce também.</p>
<p>Ao mesmo tempo, a obra de arte finalizada pelo autor não tem ainda seu ser acabado; afinal de contas, a obra é reinventada a cada degustação do público; cada interpretação, cada sensação vivida, conceitua e traz novas interpretações àquele objeto. E a cada experiência dessa, nasce um novo fruidor (leitor, espectador, ouvinte) e uma nova obra.</p>
<p>Na arte reside a dádiva de podermos nascer de novo. No artista reside a ânsia de &#8220;morrer-se&#8221; sempre de novo.</p>
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